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Como é feita a escolha dos fluidos refrigerantes para refrigeração comercial e leve

Refrigeração doméstica e comercial leve: entenda como é feita a escolha dos fluidos refrigerantes

Você já se perguntou quais são os critérios utilizados pela Embraco para definir qual fluido refrigerante será utilizado em uma linha de compressores? Por exemplo, por que atualmente a empresa utiliza o R134a e o R600a para linha doméstica e comercial leve?

Conheça os passos seguidos para fazer a escolha:

Critério 1: O que os fabricantes oferecem como opção?

Em primeiro lugar, é importante destacar que a Embraco não desenvolve fluidos refrigerantes. Portanto, para fazer a escolha do refrigerante ideal, ela analisa o que está sendo produzido e proposto pelos fabricantes. Então, dentro de uma lista de opções, são selecionados alguns fluidos para teste, os quais se enquadram nas exigências que vamos explicar abaixo.

Critério 2: O fluido tem todas as características exigidas?

Do ponto de vista técnico, o fluido deve ser escolhido para atender às características físicas e químicas ideais para um refrigerante. Sendo assim:

• As pressões de operação em função das temperaturas de condensação e evaporação devem ser adequadas para um sistema de refrigeração;

• Para utilização doméstica, os fluidos não podem ser tóxicos;

• Precisam ter compatibilidade química e estabilidade com o óleo e os outros componentes do compressor, ou seja, tem que se adaptar muito bem com o compressor.

Critério 3: Como esse fluido se comportou nos testes?

Alguns refrigerantes se enquadram nas exigências citadas acima, mas na hora em que são utilizados, nem sempre se adaptam muito bem com o compressor. Por isso, a Embraco realiza testes para ver como o fluido se comporta quando utilizado em suas linhas de compressores. Nesse contexto, os fluidos R134a e R600a atenderam todos os critérios, tornando-se boas opções para a linha doméstica de compressores.

Sustentabilidade e novas legislações guiam as mudanças

Quando o assunto são os fluidos refrigerantes, temos que considerar que existe uma grande discussão sobre o seu uso. Essa é uma preocupação que surge por parte dos governos desenvolvidos e outras empresas que buscam minimizar o grau de agressão ao meio ambiente. Por exemplo, desde que se constatou o impacto negativo que os CFCs tinham para a camada de ozônio, o seu uso foi gradualmente banido. Clique aqui e entenda por que alguns fluidos refrigerantes estão sendo banidos. Atualmente, buscam-se novas alternativas para os HCFCs (hidroclorofluorcarboneto) e HFCs (hidrofluorocarbonetos). A procura é por fluidos que não agridam a camada de ozônio e que possuam um baixo potencial de agravamento do efeito estufa. Nesse contexto, os fluidos refrigerantes naturais (HCs) se tornaram boas opções para serem utilizados no mercado de refrigeração.Clique aqui e saiba quais são os principais refrigerantes naturais e as suas vantagens. Nessas circunstâncias, o gás refrigerante natural R600a tem sido mundialmente eleito pelos principais mercados, como Europa, EUA e Brasil como uma excelente alternativa de substituição para os hidrofluorcarbonetos.

Existem riscos na utilização do R600a?

Quando se fala na aplicação do refrigerante natural R600a, surge uma grande preocupação. Por ser inflamável, questiona-se se a utilização desse fluido é realmente segura. Dentro desse contexto, os fabricantes tomam medidas de precaução para que não haja risco para o usuário final. São elas:

• É utilizada uma quantidade pequena nos sistemas de refrigeração;

• Os componentes elétricos não geram faíscas; e

• O projeto do sistema é todo pensado para, em caso de ter um vazamento, não ter grande concentração, ou seja, o fluido é inflamável, mas não explosivo.

Por esses motivos citados acima, o R600a não oferece riscos no seu uso na refrigeração e não tem impacto negativo ao meio ambiente. Ainda assim, esse é um ponto que está sendo discutido pelo governo dos EUA. Eles buscam por outra alternativa para a refrigeração doméstica, a qual hoje ainda não existe. O mercado japonês, por exemplo, utiliza o HFO, que não é inflamável, mas na presença de calor gera óxidos que são venenosos. Isso quer dizer que atualmente não há nenhuma alternativa que atenda as exigências de segurança, os pré-requisitos ambientais (não agredir a camada de ozônio e ter um baixo potencial de efeito estufa) e que, ao mesmo tempo, não seja inflamável.

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